quinta-feira, 31 de março de 2011

Livro 18 - Jó


Autor:   Desconhecido.
Época:  Período patriarcal, talvez por volta de 2000 a.C.
Local:   Terra de Uz (região de Edom / norte da Arábia).

Pessoas espiritualmente maduras reconhecem que foram chamadas para confiar em Deus, mesmo quando não entendem o que Ele está fazendo.

Este livro poético coloca a adversidade que às vezes enfrentamos sob a perspectiva divina e ensina-nos que Deus pode permitir o sofrimento em nossa vida por uma série de razões:
- para nos testar (02.03);
- para nos disciplinar (05.17);
- para nos humilhar (22.29);
- para mudar a nossa perspectiva das coisas (42.05,06);
- e / ou com o propósito de nos preparar para futuras bênçãos (42.10).

O livro de Jó trata do sofrimento humano. era um homem bom, rico e feliz, mas Deus permitiu que da noite para o dia perdesse os filhos e tudo o que tinha e que fosse atacado por uma doença dolorosa e nojenta. Depois e os seus amigos conversam, em diálogos poéticos, procurando achar explicação para tanta desgraça. No fim Deus aparece e dá a resposta.

Pensava-se, naquele tempo, que o sofrimento é sempre resultado do pecado. Aos olhos dos amigos de Jó, Deus sempre recompensa os bons e castiga os maus [Papai Noel?]. Portanto, se está sofrendo, é porque pecou, mesmo que tenha sido em segredo. Mas reage contra esta explicação. Ele não entende como Deus deixou que tamanha desgraça caísse sobre ele, visto que sempre foi um homem bom e honesto. Neste estado de angústia e de dúvida, chega a desafiar a Deus. Ele exige uma explicação para que finalmente possa ser aceito por Deus e considerado pelos outros como um homem bom e correto. E Deus tem a última palavra. Ele não responde às perguntas de , mas usa do seu próprio poder e sabedoria. Humildemente, reconhece que ele não é nada diante de um Deus tão poderoso e sábio e se arrepende de haver usado palavras duras e violentas.

No final fica provado que tinha razão e que os seus amigos estavam errados. Ele tinha toda a razão de rejeitar o modo de pensar dos seus amigos. E para tudo vai melhor ainda do que no começo da história. Deus repreende os amigos de por não haverem entendido a razão do seu sofrimento e por haverem defendido idéias erradas a respeito de Deus. , ao contrário, mesmo com a sua impaciência, as suas reclamações e os seus protestos, conservou a fé num Deus que é justo. Ele reconheceu que os seres humanos não podem compreender tudo nem explicar bem a razão por que às vezes também os inocentes sofrem.

Esboço:
posto à prova - caps. 01-02
e os seus amigos - caps. 03-37
   a. A queixa de - cap. 03
   b. O primeiro diálogo - caps. 04-14
   c. O segundo diálogo - caps. 15-21
   d. O terceiro diálogo - caps. 22-27
   e. Elogio da sabedoria - cap. 28
   f. A defesa final de - caps. 29-31
   g. As falas de Eliú - caps. 32-37
A primeira resposta de Deus - 38.01-40.02
A primeira resposta de - 40.03-05
A segunda resposta de Deus - 40.06-41.34
A última resposta de - 42.01-06
A cena final - 42.07-17

Personagens a destacar:

– Era totalmente dedicado a Deus. Vivia uma vida justa, e mesmo assim Deus permitiu que Satanás, de forma perversa, dilacerasse cada aspecto da existência do patriarca. Embora não tivesse consciência do drama cósmico em que estava envolvido, permaneceu fiel ao seu Criador, dando glória a Deus e tornando-se exemplo para todos os que sofrem.

Bildade – Fundamentou seu conselho na sabedoria dos antigos, mas não atingiu o alvo porque não compreendia o Plano de Deus para a vida de .

Elifaz – Acreditava que Deus estava castigando por algum pecado escondido. Mesmo recebendo uma visão de Deus, que transmitiu a , tirou dela conclusões erradas.

Eliú – Era o mais jovem dos conselheiros de . Sua visão de sofrimento como disciplina era a que mais se aproximava da resposta do próprio a Deus, mas sua limitada habilidade de comunicação fez com que desconsiderasse seu conselho.

Em Cristo,
Itamar Carrijo

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