quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Planejamento a Longo Prazo 05de05

O planejamento é crucial. Mas há momentos em que o líder precisa reagir e tirar proveito de mudanças que ocorrem no ambiente. Paulo fez isso, e Karl Albrecht nos dá alguma compreensão de como agir nessas situações.

Pano de fundo: Paulo escreve aos Romanos dizendo que sempre fizera questão de pregar o evangelho onde Cristo não era conhecido.

“É por isso que muitas vezes fui impedido de chegar até vocês. Mas agora, não havendo nestas regiões nenhum lugar em que precise trabalhar, e visto que há muitos anos anseio vê-los, planejo fazê-lo quando for à Espanha. Espero visitá-los de passagem e dar-lhes a oportunidade de me ajudarem em minha viagem para lá, depois de ter desfrutado um pouco da companhia de vocês. Agora, porém, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos. Pois a Macedônia e a Acaia tiveram a alegria de contribuir para os pobres dentre os santos de Jerusalém. Tiveram prazer nisso, e de fato são devedores aos santos de Jerusalém. Pois, se os gentios participaram das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir aos judeus com seus bens materiais. Assim, depois de completar essa tarefa e ter certeza de que eles receberam esse fruto, irei à Espanha e visitarei vocês de passagem. Sei que quando for visitá-los, irei na plenitude da benção de Cristo” (RM 15:22-29)


De acordo com Karl Albrecht, “há uma maneira melhor de pensar no futuro. Precisamos mudar o vocabulário que usamos para falar sobre como conduzir nossos negócios e as pessoas que lideramos para o futuro”. Albrecht crê que o “planejamento” é útil se “você está seguro acerca da situação em que as ações ocorrerão e tem o controle quase completo sobre os fatores que garantem o sucesso ou alcance dos resultados”. Mas para aqueles que estão entrando em mercados instáveis ou enfrentando mudanças na concorrência, ele sugere que se fale sobre “previsão do futuro”. (*)

Trabalhamos em termos de “previsão de futuro” quando reconhecemos as incertezas do amanhã e decidimos adotar uma estratégia proativa e que se adapte a novas situações. Uma vez que decidimos adotar um processo mental ativo que gere estratégias de ação para aproveitamento do ambiente que está se desenrolando à nossa frente, começamos a vislumbrar planos para traduzir aquelas decisões em ações praticáveis.

Embora o aposto Paulo não tivesse dúvidas quanto ao seu futuro final (FP 01:21-24), ele não tinha certeza sobre seu futuro imediato. Ele sabia que Deus o chamara para pregar o evangelho ao gentios (GL 01:15,16), e tentou alcançar as regiões em que Cristo ainda não era conhecido (RM 15:17-22). Num certo sentido, o seu ministério incluía trabalhar em termos de “previsão de futuro”. Ele estava disposto a ajustar a sua estratégia e forma de agir a cada situação particular, nunca fazendo concessões na sua missão principal de proclamar a Cristo de forma ousada e clara (1CO 09:22). Mesmo assim tinha esperança (até planejou isso) de chegar a Jerusalém e depois a Roma no seu caminho para a Espanha.

Na sua missão de liderar, faça todo o possível para se dedicar ao planejamento. Mas no processo de seu planejamento, reconheça que haverá circunstâncias produzidas por mudanças que estão além de seu controle. Por isso, trabalhe também em termos de “previsão de futuro”.

(*) The northbound train, Amacom, 1994, p.60-3 [Publicado em português com o título Programando o Futuro: O trem da linha da morte. (São Paulo, Makron Books, 1994).]

Pesquisa [publicações Ed Vida]

Em Cristo
Itamar Carrijo

Nenhum comentário:

Postar um comentário