sábado, 12 de setembro de 2009

Há opção à cegueira?

“E angustiarei os homens, e eles andarão como cegos, porque pecaram contra o Senhor; e o seu sangue se derramará como pó, e a sua carne como esterco.” (Sofonias 01.17)

O texto, extraído do profeta Sofonias, fala-nos de como o pecado provoca cegueira nos seus escravos. De fato, aquele que vive sob a vontade da própria carne vive vagando de um lado a outro, perdido, ou, como diz o próprio texto, “angustiado”. O pecado é a maior farsa que já foi inventada: faz o homem sentir-se livre, na medida em que lhe dá prazer, mas o escraviza e o destrói. O alcoólatra, por exemplo, pensa que é livre porque bebe; mas nós sabemos que ele não pode ficar sem a bebida, a prova mais clara de sua escravidão.

A metáfora, abaixo, é perfeitamente aplicável à nossa vida espiritual: o “antes” e o “depois” de Cristo. O mito da caverna é certamente um dos mais discutidos pelos conhecedores de Filosofia. Eu certamente não sou um deles, mas chama-me a atenção nessa alegoria, da autoria do filósofo grego Platão, a forma como ele trata o tema da cegueira.

Resumidamente, a parábola nos fala de uma grande caverna onde vivem homens acorrentados, que só podem ver o fundo da caverna, onde sombras disformes se movimentam continuamente. Elas se devem a outros que, na “porta” da caverna, movimentam-se em frente a uma fogueira.  Os que vivem na caverna (e estão ali desde que nasceram, sem nunca ter visto nada a mais) acreditam que as sombras sejam toda a realidade (esse é o antes, a nossa cegueira espiritual). Até que um deles consegue libertar-se e, ao sair da caverna, depara-se com a natureza e a sua grandiosidade (esse é o depois, pelo conhecimento da Palavra de Deus).

Em Cristo,
Itamar Carrijo

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